MEDICINA NUCLEAR


A Medicina Nuclear é uma especialidade médica que utiliza elementos radioativos (radiotraçadores) que são injetados nos pacientes para que sejam realizadas imagens “fisiológicas” dos órgãos. O traçador ilumina determinadas células do corpo e conseguimos ver como está o seu funcionamento. Na cardiologia, usa-se o MIBI que é um traçador que faz brilhar (cintilar) as mitocôndrias dos miócitos cardíacos. Se há alguma área de infarto, não ocorre brilho (imagem escura). Atualmente, a Medicina Nuclear tem crescido muito, principalmente na área da oncologia. Pacientes que fazem quimioterapia conseguem ver se o tratamento está funcionando mais rapidamente através de uma avaliação funcional com PET-CT. Por mostrar a função das células, a Medicina Nuclear também é chamada de Medicina Molecular.
A Medicina atual está muito baseada em estudos populacionais, onde é dado para todos o tratamento que parece funcionar para uma “maioria”.
Uma das coisas que me fez gostar da Medicina Nuclear é que ela ajuda no tratamento individualizado. Assim como num câncer uma terapia pode se mostrar inefetiva ao PET-CT; na cardiologia algumas lesões que parecem importantes no cateterismo nem sempre tem uma repercussão funcional no músculo. O impacto de uma alteração anatômica depende de muitas coisas como medicações e as próprias características fisiológicas de cada organismo.
CARDIONUCLEAR
A Cardionuclear é uma das clínicas que mais possui experiência em Cardiologia Nuclear no Brasil, com a realização do impressionante volume de mais de 130.000 cintilografias miocárdicas, desde sua fundação em 1997. A Cardionuclear localiza-se dentro do Instituto de Cardiologia que é o maior centro cardiológico do Sul do país. Quando eu era residente de cardiologia, fiz um estágio na Cardionuclear e me apaixonei pelo método. Eu já gostava de fazer ergometria (esteira) e vi na cintilografia um exame que complementava aquilo que eu estava vendo no eletrocardiograma. Além disso, percebi que em exames funcionais, como a cintilografia, aspectos da anamnese, medicações que usa, preparo etc podem modificar totalmente um laudo. Eu sempre gostei muito da clínica médica e também de escrever. Por isso, faço cada laudo com muito prazer, tentando juntar o que vejo nas imagens e no eletrocardiograma (outra grande paixão) com a clínica do paciente. Resumir tudo de forma clara e objetiva para ajudar colegas e pacientes com seus tratamentos este é meu desafio diário.
Lembrando que eu não laudo apenas exames cardíacos. Não existe no Brasil a especialização de Cardiologia Nuclear. Fiz formação no HCPA em Medicina Nuclear geral e tenho título de especialista pela Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, então estou apta para realizar laudos de cintilografias ósseas, pulmonares, renais, PET-CT etc.